segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Literatura do Nordeste - contra o preconceito

Na última semana o preconceito contra os nordestinos foi novamente assunto na internet por causa de uma menina gaúcha, Sophia Fernandes, que postou no seu twitter frases de ódio contra a região, mostrando bastante ignorância e estupidez. E outra vez os nordestinos (como eu) não ficaram quietos e demonstraram orgulho por sua terra, chamando bastante atenção na rede. A doente mental continuou falando besteira, e sua conta no Twitter foi roubada por um grupo de hackers que se indignou com o preconceito.
Então não custa lembrar uma parte da importância cultural da nossa região, né?
- O primeiro grande escritor brasileiro foi o baiano Gregório de Matos, que viveu no século XVII e é o maior nome do Barroco no Brasil;
- O brasileiro que mais vendeu livros (bons) em todos os tempos foi o também baiano Jorge Amado (O primeiro na verdade é Paulo Coelho, mas como disse, Jorge foi quem mais vendeu bons livros).
- O Nordeste é a região brasileira com mais nomes entre os gênios da literatura nacional: Gonçalves Dias (MA), Castro Alves (BA), José de Alencar (CE), Aluízio Azevedo (MA), Graça Aranha (MA), Augusto dos Anjos (PB), Manuel Bandeira (PE), Jorge de Lima (AL), Rachel de Queiroz (CE), José Lins do Rêgo (PB), Graciliano Ramos (AL), Amando Fontes (SE), João Cabral de Melo Neto (PE), Ariano Suassuna (PB), Ferreira Gullar (MA), Dias Gomes (BA), Nelson Rodrigues (PE), entre muitos outros;
- Um dos melhores contistas do mundo na atualidade é o sergipano Antônio Carlos Viana;
- O berço da Literatura de Cordel no Brasil é o Nordeste, que é a região em que o Cordel mais se desenvolveu. Os maiores nomes são Patativa do Assaré (CE) e José Camelo de Melo Rezende (PB), autor do Romance do Pavão Misterioso;
- Nos últimos anos, entre os escritores brasileiros vencedores de prêmios internacionais, a maioria é de nordestinos, como Ferreira Gullar (Prêmio Camões 2010), João Ubaldo Ribeiro (Prêmio Camões 2008) e o sergipano Francisco J. C. Dantas (Prêmio Internacional União Latina de Literaturas Românicas 2000).
Assim como na literatura, música, artes plásticas e cênicas, artesanato e claro, belezas naturais, o povo nordestino tem motivos de sobra para se orgulhar do lugar onde nasceu. O preconceito é apenas a demonstração de como algumas pessoas são capazes de ignorar a maior riqueza do nosso país: a diversidade.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Faltou Tobias Barreto, que fundou o condoreirismo.

    ResponderExcluir
  3. Lembrar que o ultimo movimento cultural brasileiro nasceu em Pernambuco, o Manguebeat. Sem falar quem os principais nomes do Tropicalismo eram nordestinos.

    ResponderExcluir